quinta-feira, 23 de abril de 2015

Família pede explicações por morte de bebê  dentro do útero da mãe em hospital de Brasília

By Sandro Guidalli, Do R7






Segundo a família, o bebê morreu porque não foi tirado da barriga da mãe por meio de cesariana
Divulgação / SES-DF



A misteriosa morte de um bebê do sexo masculino dentro do útero da mãe, nesta quarta-feira (23), na maternidade do HRAN (Hospital Regional da Asa Norte), em Brasília, pode ter tido como causa a demora na realização de uma cesariana.



Segundo familiares da paciente, sem rompimento da bolsa amniótica, o parto chegou a ser induzido com medicamentos que aceleram as contrações oito horas após a chegada da mãe ao HRAN. Segundo uma prima da paciente informou ao R7 DF, as condições do bebê teriam se alterado muito depois do procedimento.



De acordo com os parentes, o corte na barriga só foi feito quando o bebê já estava sem os batimentos cardíacos e assim retirado morto da barriga da mãe, que tem 18 anos. A família exige explicações e afirma que o bebê chegou ao hospital com vida e com movimentos normais. Disse ainda que não houve anormalidade em todo o período pré-natal.



Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Gutemberg Fialho, se não houve qualquer problema com o bebê após a chegada da mãe ao hospital, a morte dele poderia ter sido evitada se, ao invés de aguardar o trabalho de parto natural ou induzido, tivesse sido feita a cirurgia para retirá-lo. Ele critica a política pública de Saúde que, para ele, criminaliza a cesariana e estimula o parto normal de forma equivocada. O médico ressaltou, entretanto, que sua avaliação é feita sem o conhecimento de detalhes do caso e do prontuário médico.



O bebê estava sendo gerado há 41 semanas e era a primeira gravidez da mãe. Na imagem obtida dele pelo R7, a criança aparenta ter sido saudável.



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O R7 DF procurou a Secretaria de Saúde do GDF para se pronunciar sobre o caso. Em nota, a pasta dá outra versão e não confirma a indução do parto assegurada pela família da mãe. A secretaria disse que a cesariana foi feita porque não havia dilatação necessária para o parto normal. A operação de emergência durou 20 minutos, mas o bebê, porém, nasceu morto. Ainda conforme a Secretaria de Saúde, os médicos tentaram reanimar a criança sem sucesso.



O corpo do bebê ainda não foi liberado. De acordo com o procedimento padrão, a liberação dele para sepultamento é feita de forma imediata pelo Núcleo de Anatomia Patológica do Hospital a partir da certidão de óbito registrada em cartório, que fica a cargo da família. Nos casos de natimortos, de acordo com o protocolo, o médico pede autorização de necrópsia.



A família ainda não decidiu se irá processar o hospital. Antes, quer respostas para o que aconteceu.


Via:: R7



Família pede explicações por morte de bebê  dentro do útero da mãe em hospital de Brasília

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