Mãe de Emilly diz que nunca viu o suspeito junto de sua filha
Reprodução/Facebook
Ana Paula de Almeida, mãe de Emilly, a jovem de 14 anos que foi violentada, estrangulada e morta no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga Norte, região do Distrito Federal falou nesta terça-feira (7) o que sentiu após ver o rosto do homem que é suspeito de assassinar sua menina.
Ela viu Robson Gonçalves, de 25 anos, pela primeira vez só depois que ele foi preso e confessou o crime que cometeu. Contudo, as amigas próximas de Emilly relataram: o homem era obcecado e vivia atrás da garota.
— Eu nunca tinha visto esse homem. Ele ficou se escondendo dos parentes para não conhecerem ele, fez tudo de forma covarde, porque ela era uma criança e não tinha idade de namorar. Ele se aproveitou que os pais não estavam perto, eu jamais permitiria.
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Para a mãe, Emilly tentava se livrar de Robson, conhecido entre o grupo de jovens como “Rasta”. Mas, ela não procurou a família ou a polícia para relatar as perseguições.
— As colegas viam ele direto atrás dela e ela correndo dele. Ela nunca tinha comentado, se ela tivesse falado para mim, eu não tinha deixado ele fazer isso com ela. Sempre que a Emilly saia, eu ia atrás dela, mas a encontrava sempre com dois amigos e com as amigas, nunca com esse homem. Nunca vi ele com ela, nem sei se existe esse homem na face da terra, mas as amigas dela falaram.
Ana Paula garante que Emilly era “tranquila, conversava com as pessoas, não gostava de brigas e tinha muita amizade. A menina cantava, gostava de andar de skate e estava sempre muito alegre.
— Por ser assim, ela atraia demais as pessoas. Esse cara era obcecado por ela, mas ela queria se livrar. Para mim, ela falava que estava namorando com um rapaz da Igreja e, pelas caracteristicas, não era ele [o Robson]. Eu conheço bem minha filha, ela era uma criança, jamais ia querer alguma coisa com esse cara. É mentira que ela consentiu, que queria beijar ele, ela era muito séria.
Agora, tudo que a mãe espera é que a Justiça seja feita e que Robson se arrependa de todo mal que fez a sua família.
— A justiça deveria punir ele de forma covarde, assim como ele foi com ela. Saber que ela tem uma mãe que vai sentir falta dela, parentes (…) eu espero que ele se arrependa pelo resto da vida dele. Não dá para ficar com um monstro desse na sociedade, ele tirou a minha vida, ela era minha vida.
Um dos jovens que estava no mesmo evento que Emilly no final de semana em que o crime ocorreu contou ao R7, sem se identificar, que Robson era uma pessoa aparentemente tranquila e que nenhum dos garotos que o conhecia pensaram que ele poderia chegar a cometer esse tipo de crime.
—O Rasta sempre foi do bem, mas a gente desconfiava porque ele apareceu de pára-quedas, dizia que morava na rua, falava um monte de água [SIC], tinha hora que queria ser mais que todo mundo. Eu trocava ideia normal com ele e ele sempre estava com a gente, como no dia dia em que a gente recebeu a notícia [da morte da Emilly]. Mas a gente só descobriu depois.
Robson confessou ser o autor do crime e afirmou, em depoimento à polícia, que conheceu a menina em uma pista de skate da Ceilândia (DF). Ele também relatou que estava no local no momento que a menina chegou, se interessou por ela e pediu para amigos que os apresentassem. Depois de algumas horas de conversa, os dois combinaram um encontro no dia seguinte, no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga (DF).
Segundo o suspeito, Emilly e os amigos marcaram um almoço no local do encontro para confraternizar, mas eles se afastaram do grupo a fim de conversar. A menina teria perguntado se ele era comprometido e, ao responder que não, ele tentou beijá-la. Após o beijo, o homem disse que os dois tiveram relação sexual, mas ao perceber que o parceiro não usava preservativo, a adolescente reclamou e os dois iniciaram uma discussão.
Durante a briga, o homem deu uma “mata-leão” na menina, que desmaiou e ficou desacordada por alguns minutos. Robson aproveitou a inconsciência da garota, pegou um pedaço de barbante, amarrou as mãos dela para trás e cometeu um abuso sexual. Ao acordar desesperada, a adolescente começou a gritar e, para abafar os pedidos de socorro, o homem a enforcou e matou com uma gargantilha que ela usava.
Via:: R7
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