By Do R7, com TV Record Brasília
Casal foi morto com várias facadas na própria casa, em 2009
Reprodução / TV Record Brasília
Os 15 desembargadores do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) devem julgar, nos próximos meses, mais um recurso da defesa de Adriana Villela contra a acusação de que ela seria a mandante dos assassinatos dos pais e da empregada, no “Crime da 113 Sul”.
Há exatos seis anos, o ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Villela, e a empregada da família, Francisca Nascimento, foram mortos dentro de um apartamento na quadra 113 Sul com 73 facadas.
Para o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), Adriana Villela mandou matar os pais. O promotor Maurício Miranda, que conduz o processo desde 2009, diz que a arquiteta tinha uma relação conturbada com os pais por causa de dinheiro, e ouviu testemunhos da sobrinha de Francisca, no qual a ela conta que a tia reclamava do comportamento de Adriana.
Relembre as reviravoltas na investigação do triplo homicídio da quadra 113 Sul
Já o advogado de defesa de Adriana, Antônio Carlos ‘Kakay’ Castro, afirma que a filha do casal não estava no apartamento dos pais na noite do triplo assassinato, e diz que conseguiu provas para sustentar esta tese.
— Conseguimos fazer a reconstituição de todo o dia da Adriana. Por incrível que pareça, da hora que ela acordou até a hora que ela foi dormir, mostrando que ela estava telefonando, com testemunhas que estavam com ela, com testemunhas que estavam com ela, com coisas que ela comprou na rua durante o dia. Tenho convicção que nos embargos julgados agora pela corte, iremos absolver Adriana.
Há dois anos, Adriana Villela se mudou para o Rio de Janeiro, onde mora e estuda cinema até hoje. Ela desfruta da herança de R$ 100 milhões dos pais, dividida entre ela e os irmãos.
Delegada afastada
Durante as investigações, a delegada aposentada da Polícia Civil do DF Martha Vargas foi afastada do caso após acusações de que ela teria plantado provas durante o inquérito. De acordo com a polícia, ela teria colocado a chave do apartamento da 113 Sul na casa de um ex-presidiário para incriminá-lo. No entanto, o advogado de defesa de Martha, Marcelo Coelho, afirma ter um depoimento recente que rebate esta alegação.
— Cláudio confessou, efetivamente, que a chave estava com ele, e que havia sido entregue a ele por uma parente do porteiro do prédio dos Vilelas, o Leonardo. Essa chave serviria para um assalto que eles iriam praticar. Com esse fato novo, porque só tomamos conhecimento na semana passada, vem a mostrar que essa chave foi encontrada em poder do Cláudio.
Relembre o caso
Os corpos de José Guilherme Villela, Maria Villela e Francisca Nascimento foram encontrados três dias depois do triplo assassinato por uma neta do casal. Adriana é acusada de encomendar as mortes dos pais para ficar com a herança.
Em 2012, um júri popular condenou a 55 anos de prisão os assassinos confessos do casal: Francisco Mairlon, e o ex-porteiro do prédio, Leonardo Campos que, em depoimento, afirmou que foi contratado pela arquiteta para matar o casal.
Adriana foi a suspeita mais ouvida entre os familiares durante as investigações, e chegou a ficar presa por 15 dias. A denúncia do MPDFT contra Adriana foi feita em 2010, mas o julgamento ainda não foi realizado por conta dos recursos de embargos infringentes apresentados pela defesa da arquiteta.
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Via:: R7
6 anos depois do ‘Crime da 113 Sul’, defesa entra com recurso para inocentar filha do casal Villela
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