sexta-feira, 28 de agosto de 2015

6 anos depois do ‘Crime da 113 Sul’, defesa entra com recurso para inocentar filha do casal Villela

By Do R7, com TV Record Brasília






Casal foi morto com várias facadas na própria casa, em 2009
Reprodução / TV Record Brasília



Os 15 desembargadores do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) devem julgar, nos próximos meses, mais um recurso da defesa de Adriana Villela contra a acusação de que ela seria a mandante dos assassinatos dos pais e da empregada, no “Crime da 113 Sul”.



Há exatos seis anos, o ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Villela, e a empregada da família, Francisca Nascimento, foram mortos dentro de um apartamento na quadra 113 Sul com 73 facadas.



Para o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), Adriana Villela mandou matar os pais. O promotor Maurício Miranda, que conduz o processo desde 2009, diz que a arquiteta tinha uma relação conturbada com os pais por causa de dinheiro, e ouviu testemunhos da sobrinha de Francisca, no qual a ela conta que a tia reclamava do comportamento de Adriana.



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Já o advogado de defesa de Adriana, Antônio Carlos ‘Kakay’ Castro, afirma que a filha do casal não estava no apartamento dos pais na noite do triplo assassinato, e diz que conseguiu provas para sustentar esta tese.



— Conseguimos fazer a reconstituição de todo o dia da Adriana. Por incrível que pareça, da hora que ela acordou até a hora que ela foi dormir, mostrando que ela estava telefonando, com testemunhas que estavam com ela, com testemunhas que estavam com ela, com coisas que ela comprou na rua durante o dia. Tenho convicção que nos embargos julgados agora pela corte, iremos absolver Adriana.



Há dois anos, Adriana Villela se mudou para o Rio de Janeiro, onde mora e estuda cinema até hoje. Ela desfruta da herança de R$ 100 milhões dos pais, dividida entre ela e os irmãos.



Delegada afastada



Durante as investigações, a delegada aposentada da Polícia Civil do DF Martha Vargas foi afastada do caso após acusações de que ela teria plantado provas durante o inquérito. De acordo com a polícia, ela teria colocado a chave do apartamento da 113 Sul na casa de um ex-presidiário para incriminá-lo. No entanto, o advogado de defesa de Martha, Marcelo Coelho, afirma ter um depoimento recente que rebate esta alegação.



— Cláudio confessou, efetivamente, que a chave estava com ele, e que havia sido entregue a ele por uma parente do porteiro do prédio dos Vilelas, o Leonardo. Essa chave serviria para um assalto que eles iriam praticar. Com esse fato novo, porque só tomamos conhecimento na semana passada, vem a mostrar que essa chave foi encontrada em poder do Cláudio.



Relembre o caso



Os corpos de José Guilherme Villela, Maria Villela e Francisca Nascimento foram encontrados três dias depois do triplo assassinato por uma neta do casal. Adriana é acusada de encomendar as mortes dos pais para ficar com a herança.



Em 2012, um júri popular condenou a 55 anos de prisão os assassinos confessos do casal: Francisco Mairlon, e o ex-porteiro do prédio, Leonardo Campos que, em depoimento, afirmou que foi contratado pela arquiteta para matar o casal.



Adriana foi a suspeita mais ouvida entre os familiares durante as investigações, e chegou a ficar presa por 15 dias. A denúncia do MPDFT contra Adriana foi feita em 2010, mas o julgamento ainda não foi realizado por conta dos recursos de embargos infringentes apresentados pela defesa da arquiteta.



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Via:: R7



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