By Do R7
Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas no último dia 15
Sindiserviços-DF/Divulgação
Os 23 mil vigilantes do Distrito Federal paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (22). A decisão foi tomada na noite de quarta-feira (21), em assembleia geral realizada pela categoria. Bancos e outras empresas não atendem os clientes por falta de segurança.
Os profissionais reivindicam reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação diário de R$ 30 e plano de saúde de R$ 150. Atualmente o salário-base de um vigilante é de R$ 1.573,00.
Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas no último dia 15, que previa um aumento salarial de 7% e tíquete-alimentação de R$ 25.
Com a paralisação, agências bancárias e hospitais são os principais prejudicados. De acordo com Moisés Alves, diretor do sindicato, os vigilantes vão garantir a segurança de maternidades e psiquiatrias.
Durante a manhã desta quinta-feira, em uma reunião realizada no Palácio do Buriti, governo e sindicatos patronal e laboral, tentavam realizar um acordo.
Outra assembleia será realizada pela categoria às 17h, na Praça do Cebolão no Setor Bancário Sul, para avaliar o primeiro dia de greve.
O Sindesp/DF (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistema de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores do Distrito Federal), solicitou na justiça a decretação da ilegalidade da greve dos vigilantes. De acordo com o presidente do sindicato, Irenaldo Pereira, a greve tem cunho político e não se justifica.
Os trabalhadores terceirizados nos serviços de limpeza, conservação, manutenção, recepção, merendeiras, bilheteiros e apoio administrativo nos órgãos do GDF (Governo do Distrito Federal) e Governo Federal, realizarão uma assembleia na tarde de sexta-feira (23), para decidir os rumos da greve.
Na tarde de quarta, cerca de três mil trabalhadores marcharam pelo eixo monumental entre o Teatro Nacional e o Palácio do Buriti para reivindicar aumento salarial e benefícios.
Segundo o Sindserviços/DF, a greve também é para sinalizar ao atual governo que a categoria não aceitará a redução de 20 % de trabalhadores nos contratos de terceirização do GDF. Cerca de 90 mil trabalhadores estão parados.
Via:: R7
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