quinta-feira, 2 de abril de 2015

Arquitetura de Brasília inspira “humor absurdo” em curta estrangeiro

By Larissa Narel

De acordo com o Correio Braziliense, em 1964, o célebre ator da nouvelle vague Jean-Paul Belmondo esteve em Brasília, nas filmagens L’homme de Rio, mostrando o começo do concreto na poeira do planalto. Cinquenta e um anos depois, a cidade é protagonista em outro filme estrangeiro – desta vez, a aventura e ação do precursor em preto e branco dão lugar ao nonsense da ficção científica em Brasília. O filme de Benjamin Dickinson e Reggie Watts é um tour bizarro na cidade, em um futuro hipotético – assim, a ideia flerta também com o mote de Branco sai, preto fica. Último grande filme produzido na cidade, a premiada produção ceilandense funde documentário e ficcção científica. Clique aqui para ver o curta na íntegra em inglês.


A capital futurística planejada nos anos 1960, com “idealismo e a estranheza” foi cenário ideal para a visão de Dickinson, nas palavras dele. “Não há, literalmente, nenhum outro lugar no mundo assim”, justifica o diretor, em entrevista ao Correio. O cineasta norte-americano de 33 anos explica que a ideia partiu do performático comediante Watts, de “utilizar a arquitetura de Niemeyer como inspiração para o humor absurdo. É ao mesmo tempo uma celebração e uma brincadeira”.


Os sete minutos e meio do filme trazem apenas dois atores, Watts e Carolina Ravassa, que apresentam a cidade futurística para o público. Os “guias turísticos” estão sempre com roupas exóticas, como vestido prateado e enormes óculos escuros. Dentre os lugares apresentados, o ‘Quiosque de teletransporte’ e a ‘Faculdade de telepatia’ (ambas no Templo da Legião da Boa Vontade). Eles visitam também a Ponte JK e o Vale do Amanhecer.


Watts estava de férias no Brasil quando idealizou o projeto e convidou Carolina para participar. A atriz colombiana, radicada em Nova York, morou alguns anos no Brasil e jura ter “coração carioca”. Ainda assim, a primeira vez dela em Brasília ainda a surpreendeu: “É um dos lugares mais diferentes que já vi. Tudo é tão futurístico e místico, foi incrível inventar nomes e criar novas informações para os lugares”. Para Carolina, o lugar mais inusitado foi o Vale do Amanhecer – em que chegaram a presenciar uma cerimônia religiosa.


Para Dickinson, o melhor da cidade foram as pessoas, “algumas das mais inteligentes, legais, cabeça aberta, espirituais e bonitas” que já conheceu. Segundo ele, tudo foi feito no improviso, não houve roteiro. O cineasta só lamenta não ter conseguido filmar dentro ou nas redondezas dos prédios governamentais. As filmagens ocorreram no ano passado e duraram apenas cinco dias.


Via:: Visão Nacional



Arquitetura de Brasília inspira “humor absurdo” em curta estrangeiro

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