By Do R7
Mensagem no sistema do BRB avisa que salários devem sair hoje (9)
Reprodução
Cerca de 30 mil trabalhadores terceirizados do Distrito Federal estão com os salários e benefícios atrasados desde a última sexta-feira (5). Funcionários de empresas contratadas pelo governo para prestação de serviços de recepção e atendimento em órgãos públicos ameaçam se juntar a outras categorias e iniciar greve nesta quarta-feira (10).
As empresas afirmam que não têm como realizar os pagamentos dos salários porque não receberam valores previstos nos contratos. Segundo o SindiServiços/DF (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal) ainda há ameaça de atraso no pagamento do 13º salário dos profissionais.
O diretor de comunicação e imprensa do sindicato, Antônio de Pádua Lemos, diz que acompanha as tentativas de resolução dos problemas, mas não há previsão para os depósitos.
— A direção do Sindiserviços tem participado de diversas reuniões no GDF e audiências públicas no Ministério Público do Trabalho para conter os constantes atrasos nos vencimentos e abusos contra os trabalhadores.
O apagão nas contas públicas do Distrito Federal atinge o pagamento dos salários de outras categorias. 60 mil profissionais da saúde e da educação realizam paralisação e protestos nesta terça-feira (9) por atraso nos salários.
As aulas nas escolas públicas estão suspensas desde segunda-feira (8) e os atendimentos ambulatoriais foram suspensos. Apenas emergências estão em funcionamento. Em nota, o governo afirma que os pagamentos serão efetuados na noite de hoje. O sistema do Banco de Brasília (BRB), que concentra as contas dos servidores públicos, confirma que os pagamentos devem sair na noite de hoje.
Tudo parado: veja imagens dos protestos por falta de repasses do governo do DF
Também por falta de salários, rodoviários de mais duas cooperativas de ônibus, a Cootarde e Coopatag aderiram à greve do transporte público. Atualmente, quatro cooperativas estão em greve. Além de Cootarde e Coopatag, a MCS e Alternativa estão com atividades paralisadas. Em todos os casos, motoristas, cobradores e funcionários administrativos não receberam salários, auxílio alimentação e a primeira parcela do 13º salário.
As empresas dizem que não podem efetuar os pagamentos porque não receberam repasses do governo. O diretor do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, José Carlos da Fonseca, diz que não há previsão de solução.
— Nós não nenhuma previsão de quando esses pagamentos serão realizados. A ordem é parar os serviços se os salários estiverem atrasados e retornar imediatamente assim que forem depositados.
Via:: R7
30 mil terceirizados ameaçam participar de onda de greve por falta de salários

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