segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mãe de interno agredido em centro de recuperação de menores entra na Justiça 

By Do R7, com TV Record Brasília






Mãe de menor interno conta que filho era agredido em centro de internação
Reprodução/TV Record Brasília



A costureira Maria de Fátima entrou na Justiça devido a supostas agressões sofridas pelo filho no antigo Caje (Centro de Atendimento Juvenil Especializado), em São Sebatião (DF), em 2013. Um processo foi aberto para investigar o caso. Um laudo médico comprovou que o adolescente foi vítima de agressões físicas. À época, três agente penitenciários foram afastados do trabalho.



O jovem teria sido agredido e torturado por agentes penitenciários. Segundo ela, o jovem levou chutes, socos no estômago e tapas no rosto.



— Um deles chamava o meu filho de lixo. Ele me dizia “mãe, vão me matar”. Ele estava machucado, com o olho ferido e um inchaço na cabeça.



A mãe do interno acredita que os agentes que trabalham nos centros de recuperação não são preparados para a função.



— Sou de pleno acordo que eles [os internos] paguem pelos erros que cometeram. Mas que paguem com dignidade. Eles estavam ali para bater, sem preparação nenhuma.



Denúncias e afastamentos



Em cartas escritas na presença de psicólogos, menores da unidade de internação de infratores de São Sebastião afirmam que teriam sido tirados dos quartos durante a noite, levados para uma sala e apanhado de agentes da unidade. Um deles teria desmaiado ao ser enforcado. Na última terça-feira (18), um adolescente de 13 anos foi assassinado por um colega de alojamento.



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Um total de 13 agentes e dois coordenadores, suspeitos de maus tratos, foram afastados da unidade de internação por 120 dias pela Secretaria da Criança, após determinação da Justiça. A Secretaria da Criança informa que apura as denúncias de maus tratos.


Segundo a Secretaria da Criança, atualmente 900 agentes trabalham nos seis socioeducativos, entre temporários e concursados. Dos 13 afastados na última denuncia, nenhum era efetivo.


Em cartas, menores internos afirmam ter apanhado de agentes


A suspeita é de que o descuido de alguns agentes do local tenha resultado na morte do jovem nesta semana. Por orientação de psicólogos, o agressor deveria ter sido isolado dos outros adolescentes. Ele tem perfil violento e histórico de acusação de assassinatos.



No momento da agressão, apenas os dois estavam no alojamento porque o outro adolescente havia sido escalado para ajudar na entrega das refeições. Ao finalizar a distribuição dos lanches, o educador de plantão retornou ao quarto para deixar o terceiro adolescente e tomou conhecimento do fato pelo próprio autor da agressão, que confessou ter dado uma “gravata” no colega.


Via:: R7



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