By Do R7
Cachorro ficou quatro meses preso em um pet shop e o caso comoveu Flávio e seus amigos
Arquivo Pessoal
Depois de quatro meses em um pet shop, um cão da raça bulldog francês foi adotado por Flávio de Arruda. Ele que já possuía um cão da raça foi a um pet shop e notou o cãozinho à venda pelo valor de R$ 5 mil no mês de dezembro de 2014. Em fevereiro deste ano, de acordo com Arruda, o cãozinho continuava na loja. Até que várias pessoas resolveram fazer uma vaquinha para comprar o animal e tirá-lo de lá.
— Eu fiquei indignado em ver um cão exposto como um produto qualquer. Com seis meses, ele continuava lá, e não tinha convivência com nenhum cachorro.
Flávio contou que a mobilização durou três dias e juntou pouco mais de 60 pessoas. O valor, no entanto, já tinha baixado: a loja pedia R$ 2,2 mil pelo cãozinho. Após a aquisição, o bulldog seria sorteado entre os participantes que colaboraram para dar uma nova vida ao bulldog.
Foram feitos dois sorteios, uma vez que a vencedora daria o cãozinho à prima. De acordo com Flávio, uma das premissas era a de que o animal continuasse entre os participantes do grupo; já que eles queriam acompanhar o crescimento do bichinho. No segundo sorteio, o vencedor foi Arruda. Batizado de Ryan, o cãozinho foi levado para casa fazer companhia ao outro bulldog do vencedor.
Mercado e fiscalização
Mesmo com a boa intenção, Arruda não acredita ter incentivado o mercado de animais. Segundo ele, o grupo é contrário ao comércio de animais.
— O Ryan foi um caso pontual. Depois de meses do filhote lá, eles ainda tiveram que baixar o preço. Independente do preço nós o tiraríamos de lá. Somos contra este tipo de venda.
Simone Lima, presidente da Proanima (Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal), discorda. Para ela, mesmo como ato de compaixão, a atitude ainda alimenta o comércio.
— É um dilema ético. A gente retira aquele animal, mas acaba alimentando o comércio.
De acordo com o CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), não é proibida a exposição de animais em gaiolas ou vitrines. A entidade explica que, de acordo com a resolução 1069 de 2014, “os estabelecimentos e profissionais médicos veterinários que não cumprirem os requisitos definidos nesta Resolução estão sujeitos à incidência de multa”, que pode variar de R$ 3 mil a R$ 24 mil.
Além disso, os responsáveis técnicos que contrariem o disposto nesta Resolução cometem infração ética e estarão sujeitos a processo ético profissional. O Conselho Federal de Medicina Veterinária informou que não há registros de punições, e que os estabelecimentos ainda estão dentro do prazo para adequação às novas regras.
A responsabilidade pelo cumprimento da norma, no entanto, é do médico veterinário responsável técnico pelo estabelecimento, pet shop. Os animais devem passar por inspeções diárias – feitas por profissionais treinados – relacionadas ao bem-estar e saúde dos animais.
É necessário observar a ingestão de alimentos e água, defecação, micção, manutenção ou ganho do peso corpóreo e movimentação espontânea, de acordo com cada animal. Caso o estabelecimento não atenda as orientações do médico veterinário este deve comunicar ao Conselho Regional de Medicina Veterinária da região.
Via:: R7
Grupo faz "vaquinha" para comprar cachorro que estava em pet shop há quatro meses
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