ipê
Divulgação
A Aspa-DF (Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF) entrou com ação na Justiça contra o Colégio Ipê, de Águas Claras, região do Distrito Federal, após o local ficar conhecido como ambiente de maus-tratos a crianças de três a cinco anos. Mais de 20 vídeos viralizaram nas redes sociais e foram divulgados pela imprensa mostrando a forma como as crianças eram tratadas na instituição de ensino.
Em uma das imagens, uma educadora aparece aos gritos com um menino, segura com força em seu braço e o chacoalha enquanto outra funcionária tenta colocar algo em sua boca. Para a autora das filmagens, as educadoras justificam os maus-tratos dizendo que o menino “é o mais desobediente que já viram”. Além disso, foi gravado um áudio onde é possível ouvir funcionárias impacientes com um menino que urinou nas calças. Elas dizem ao menino que ele está com “fedorzão de xixi” e, quando ele começa a chorar, as educadoras ameaçam tirar a roupa dele e forçá-lo a andar pelado pela sala de aula, caso ele urine novamente.
Segundo o presidente da Aspa-DF, Luis Claudio Megiorin, a situação do colégio pode se complicar ainda mais se as suspeitas de maus-tratos também tiverem sido feitas contra alunos com necessidades especiais de aprendizagem.
— Entraremos com um pedido de inspeção no CEDF, que tem o poder até de descredenciar a escola, se for o caso.
Para Megiorin, é notório que a educação privada no Distrito Federal também está em crise.
— Esse é o resumo da ópera: os péssimos serviços prestados pela maioria das escolas são notórios. O preço que se paga não condiz com os resultados.
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Depois da forte repercussão dos vídeos as três educadoras do Colégio Ipê que aparecem maltratando as crianças foram demitidas por justa causa. A coordenadora pedagógica também foi afastada pela escola, até que as investigações sejam concluídas.
O anuncio da demissão só veio depois da comoção nas redes sociais e da pressão imposta pelos pais que viram seus filhos sofrendo nos vídeos. Eles chegaram a divulgar uma carta com mais de 500 assinaturas pedindo o afastamento não só das professoras, mas também da diretora pedagógica da escola e exigindo um diálogo aberto com os donos da instituição.
Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Professores de Escolas Particulares do DF, Rodrigo de Paula, as demissões ocorreram na última quinta-feira (2).
— O sindicato lamenta muito o ocorrido, são 23 mil professores da rede particular e essa situação vai contra a categoria. Esperamos que o caso seja averiguado porque temos ótimos professores em Brasília, esperamos justiça. O sindicato não recomenda essas atitudes.
O Portal R7 tentou entrar em contato com os responsáveis pelo Colégio Ipê, mas não obteve sucesso até a publicação desta matéria. A 21ª Delegacia da Polícia Civil informou que já está investigando o caso.
Via:: R7
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