By Do R7
Em abril deste ano, a Prodema tomou conhecimento de que moradores da região queixavam-se de que o chorume havia se espalhado ao longo da estrada de terra
Reprodução/TV Record
O MPDFT (Ministério Público do DF e Territórios) instaurou procedimento para acompanhar possíveis impactos ambientais após vazamento de chorume, líquido gerado da decomposição do lixo, vindo do Lixão da Estrutural (DF). A Prodema (1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural) verificou a necessidade de apurar o comprometimento sanitário da produção agrícola nas chácaras vizinhas ao local. Por apresentar grande concentração de metais pesados e substâncias tóxicas, o chorume é altamente poluente.
Em abril deste ano, a Prodema tomou conhecimento de que moradores da região queixavam-se de que o chorume havia se espalhado ao longo da estrada de terra, próxima a várias plantações. O promotor de Justiça Roberto Carlos Batista requisitou informações ao SLU (Serviço de Limpeza Urbana). O órgão esclareceu que o vazamento já havia sido estancado e o líquido, removido. A causa relatada foi uma falha no sistema de drenagem de chorume.
A Prodema também expediu ofício à Diretoria de Vigilância Ambiental do DF. Após realização de visita técnica ao local, o órgão informou que coletou amostras da água e do solo. O material foi encaminhado ao Laboratório Central do DF. O resultado ainda encontra-se pendente.
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Peritos do MPDFT também realizaram vistoria e constataram que o vazamento já havia sido contido. Entretanto, em função da própria existência do Lixão, o promotor de Justiça alerta que eventos dessa natureza podem voltar a acontecer, principalmente em período de chuvas intensas.
Na última semana, o Ministério Público requisitou à Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal) que analise amostras de hortaliças produzidas nas chácaras próximas ao Lixão da Estrutural e verifique se há comprometimento sanitário e ambiental dos produtos.
Ao Ibram (Instituto Brasília Ambiental), o MPDFT pediu explicações sobre providências adotadas em relação ao vazamento e do conteúdo do relatório pericial da Vigilância Sanitária. À Dival, solicitou que sejam encaminhadas cópias das análises de solo. Os órgãos têm o prazo de 45 dias para responder.
A reportagem da Record Brasília tentou contato com a empresa Valor Ambiental, que não retornou as ligações. Já o SLU, também responsável pelo Lixão, informou que a situação está sob controle. Segundo o órgão, noo mesmo dia em que o problema foi detectado, técnicos fizeram a vistoria e a contenção do líquido. O SLU garante que não há mais riscos para quem mora na região.
Via:: R7
MPDF questiona possível contaminação de hortaliças com vazamento de chorume do Lixão da Estrutural
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