By Do R7*
Locais que trabalham com a ideia possuem adesivos com a logomarca do projeto
Divulgação
Motivado por um projeto que acontece em Nápoles, na Itália, um estudante de engenharia ambiental da UnB (Universidade de Brasília), resolveu trazer a ideia do Café Suspenso para o Brasil e implementar o trabalho na universidade. O projeto funciona de forma prática e, com um gesto de solidariedade, ajuda pessoas sem dinheiro a tomar um cafezinho sem precisar pagar.
Com a ideia em mente, Paulo Augusto Albuquerque procurou a agência júnior de publicidade da UnB, a Doisnovemeia, para criar uma parceria. Além do Paulo, sete estudantes, que trabalhavam na agência, se envolveram com o trabalho – alunos de publicidade e comunicação organizacional.
Os estudantes estiveram em todas as lanchonetes da Universidade e sete delas aderiram ao projeto. Em setembro, o Café Suspenso começou a funcionar nos locais que aceitaram a parceria. As lanchonetes envolvidas são: A videira, Café das Letras, Gullas, Lanchonete João de Barro, Pollylau Bomboniere, Stokinho e Vó Zica.
Os locais que trabalham com a ideia possuem adesivos com a logomarca do Café Suspenso. Além, dos adesivos que sinalizam o projeto, os mesmos locais possuem um quadro que mostra quando os cafés suspensos estão disponíveis.As pessoas que querem ajudar pagam um café e deixam suspenso para alguém. Quem estiver sem dinheiro, pode solicitar o café que foi pago e deixado para alguma pessoa.
Apesar da ideia e contribuição de Paulo, atualmente, o trabalho é gerenciado pela empresa júnior. Os atuais responsáveis explicam que não existem estatísticas exatas sobre o alcance do projeto até o momento, contudo, a lanchonete que obteve mais resultados distribuiu 500 cafés suspensos em um período de três meses.
O estudante de jornalismo da UnB Paulo Gomes, de 24 anos, conta que toma com frequência os cafés que estão suspensos e sempre que possível paga para que outras pessoas possam usufruir dos mesmos benefícios.
— Parece que não, mas faz uma diferença. Existe a importância de você está se preocupando com o próximo. Então, acho uma ideia incrível. Poderia se espalhar.
Pollyana Damásio, de 32 anos, é responsável por uma das lanchonetes parceiras do projeto na Universidade, a Pollylau Bomboniere. Ela explica que no local que ela gerência, chegam a sair 25 cafés suspensos, por dia. Ela observa que os alunos do noturno são os que mais movimentam a ideia. Para ela, o projeto tem um apelo positivo e deveria se expandir para outros locais, além de lanchonetes.
Diferente de Pollyana, o dono da lanchonete João de Barro, que faz parte da parceria do Café Suspenso, Fran de Moura Carvalho, de 58 anos, afirma que o projeto não teve êxito na lanchonete dele, como em outros locais. Ele esclarece que já chegou a ficar com café pago e suspenso por uma semana, sem ninguém aparecer mostrando interesse em levar.
— Estou esperando que dê certo. O projeto é muito bom, é um movimento legal. Se tivesse demanda, seria uma coisa que ficaria legal para muitas pessoas.
Uma das atuais responsáveis pelo projeto, Luiza Dumont esclarece que a divulgação acontece igualmente em todas as lanchonetes. Ela explica que acredita que a diferenciação de adesão dos alunos de um local para o outro pode acontecer devido à movimentação de pessoas serem maior em alguns lugares. Porém, ela diz que não é possível confirmar qual o real motivo do projeto funcionar melhor em determinadas localidades.
Apesar de o trabalho funcionar mais e melhor em alguns locais que em outros, um dos fundadores do projeto, o David Alimandro, de 19 anos, estudante de comunicação organizacional da UnB, fala da satisfação de saber e ver o projeto sair do papel e funcionar.
— No dia a dia as pessoas vão deixando a correria tomar conta e esquecem de ajudar ao próximo. As pequenas práticas são esquecidas. As pessoas têm o poder de fazer a diferença no dia do outro. Uma pequena ajuda pode mudar. Estou muito feliz com resultado positivo, explica.
Via:: R7
Para estimular ajuda ao próximo, alunos da UnB deixam café pago para quem estiver sem dinheiro
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