segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Secretarias sugerem corte de gastos, mas ajuste fiscal no DF depende da Câmara Legislativa

By Do R7, com TV Record Brasília






Câmara Legislativa deve votar em plenário nesta semana os projetos de ajuste fiscal enviados pelo GDF
Renato Araújo/Agência Brasília



As secretarias do GDF (Governo do Distrito Federal) enviaram as últimas propostas neste fim de semana para propor reduções de despesas com cargos comissionados. No entanto, a essência do ajuste fiscal elaborado pelo governador Rodrigo Rollemberg depende da CLDF (Câmara Legislativa do DF), e para entrar em vigor em 2016, alguns projetos precisam ser aprovados até sexta-feira (2).



De acordo com a Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização do DF, o corte de gastos nas secretarias gira em torno de 20%, e deve gerar uma economia de R$ 7,8 milhões por mês. A pasta deve analisar as propostas, que devem entrar em vigor nas próximas semanas, junto com a redução no número de secretarias, de 24 para 16.



No entanto, esta é apenas uma das medidas necessárias para que o GDF consiga mais verbas para o Fundo Financeiro, que apresenta um déficit de R$ 1,2 bilhão, segundo a Cúpula Fiscal do governo. Nesta semana, a CLDF deve votar cinco projetos do ajuste fiscal de Rollemberg, que não só devem gerar uma economia ao Tesouro de R$ 256 milhões, mas também vão garantir o pagamento do funcionalismo público no próximo mês.



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O governo só conseguiria economizar este valor se a CLDF aprovar o projeto que remaneja recursos do Iprev (Instituto de Previdência dos Servidores do DF) para o pagamento dos servidores ativos. De acordo com a presidente da Casa, Celina Leão (PDT), esta medida deve ser aprovada nesta semana.



— A casa vai aprovar todos os projetos que não afetem diretamente o bolso do contribuinte. A possibilidade de mexer no recurso do Iprev é um bom exemplo. Fazendo essa operação na CLDF, temos condições de garantir o pagamento do servidor público em dia, o que é muito bom para a economia local.



Além da manobra com o Fundo Previdenciário, outros dois projetos que interessam ao Buriti devem ser aprovados nesta semana: o que traz para o DF parte da arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em compras pela internet e a facilitação da concessão de alvarás para micro e pequenas empresas.



A maior polêmica envolve as medidas que propõem aumento de impostos. Em entrevista ao Balanço Geral Brasília, Celina Leão já se posicionou contra o aumento de 10% proposto por Rollemberg no IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) em 2016, e ao aumento de 32% na CIP (Contribuição de Iluminação Pública).



O secretário de Relações Institucionais do DF, Marcos Dantas, diz que a prioridade para o Buriti está na aprovação dos reajustes nas taxas de iluminação e de limpeza pública. Estes são os projetos com “fator noventena”, que só vão valer em 2016 se forem aprovados nesta semana, com 90 dias de antecedência.



— Ainda não está definido com relação ao valor do reajuste, isso ainda está em negociação. Se for do jeito que estamos propondo, deve render uma arrecadação de R$ 100 milhões por ano aos cofres públicos, e este é um valor que não podemos desconsiderar.



Dantas disse que o aumento no Iptu ainda será discutido até dezembro, em meio ao restante do pacote de medidas, pois o GDF ainda precisa garantir recursos na ordem de R$ 2,2 bilhões neste ano. De acordo com o chefe da Casa Civil no DF, Sérgio Sampaio, o governo precisa da aprovação destas medidas para garantir a saúde financeira no ano que vem.



— Nosso orçamento está condicionado, sim, a algumas fontes de receita que precisaremos. Se conseguirmos, vamos ter um ano de 2016 com o orçamento ajustado no DF. Isso quer dizer que vamos viver com aquilo que nós ganhamos.



A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da CLDF fará uma reunião extraordinária na manhã desta terça-feira (29) para discutir os projetos do Buriti, e a partir das 15h, o Plenário da Casa vai começar as votações.


Via:: R7



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