By Do R7
O atual governador do DF, Rodrigo Rollemberg, prefere comidas simples e não dispensa um bife
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Quando se fala em almoços e jantares em palácios de governos, logo se imagina uma mesa farta e com comida requintada. No entanto, no dia a dia, aqueles que já comandaram o Distrito Federal normalmente dispensavam pratos mais elaborados e, mesmo estando no cargo mais poderoso do DF, preferiam refeições simples.
O ex-governador Joaquim Roriz esteve à frente do Palácio do Buriti por quatro mandatos: 1988, 1991, 1999 e 2003. As refeições servidas durante as reuniões na Residência Oficial de Águas Claras eram marcadas pela fartura e pela simplicidade dos pratos. O buffet normalmente não se preocupava com o paladar dos convidados.
Criador dos restaurantes comunitários e com lendários churrascos promovidos em sua fazenda, os encontros com Roriz são lembrados até hoje pela comilança. A regra nos almoços entre o ex-governador, que é goiano, e o secretariado era servir galinhada. Durante comícios, nas disputas eleitorais, Roriz acompanhava a equipe comendo marmitas ou almoçando nos restaurantes populares.
O ex-governador José Roberto Arruda foi eleito em 2007 e teve a gestão tumultuada. Ele ganhou projeção nacional ao ser o primeiro governador do Brasil a ser preso durante o exercício do mandato. Porém, para quem cuidava do cardápio de Arruda, o ex-governador é lembrado pelos hábitos saudáveis na alimentação.
Arruda é hipertenso e tem histórico de diabetes na família. A comida normalmente é integral e sem frituras. Durante seu governo, a ex-primeira dama Flávia Peres é quem acompanhava o que seria servido nas refeições. Os pratos eram compostos por saladas e carnes grelhadas, normalmente peixes ou outro corte magro. Durante o lanche, pão de queijo, café e chá.
Eleito em 2011, um dos últimos atos do ex-governador Agnelo Queiroz foi justamente relacionado à despensa da Residência Oficial. Agnelo pretendia gastar R$ 2,4 milhões com a alimentação da casa. O edital previa a compra de toneladas de peixes, queijos, cortes de frango, além de picanha e filé mignon. Garçons e ex-assessores de Agnelo atribuem ao ex-vice governador Tadeu Filippelli o requinte na cozinha.
Os auxiliares relatam que, para Agnelo, a prioridade era feijão e pescados. O prato mais pedido pelo ex-governador era filé de tilápia e camarão. Os ex-empregados de Agnelo contam que, após a derrota nas urnas em 2014, o petista quase não aparecia na Residência Oficial. Coube aos funcionários do Executivo esvaziar a despensa em fartas comilanças.
Um dos primeiros atos do mandato de Rodrigo Rollemberg, que começou em 2015, foi cancelar a compra de R$ 2,4 milhões que abasteceria a cozinha da Residência Oficial. O atual governador quase não usa a casa e só aparece por lá para despachos e reuniões pontuais com o secretariado.
Sem dotes culinários, o atual governador não se aventura na cozinha. A comida servida ao governador é bem simples: arroz, feijão, salada e carne. A preferência é que seja servido um bife. Apesar de não haver nenhuma proibição na cozinha, os funcionários evitam preparar carne de porco nas refeições, uma vez que Rollemberg é alérgico a carne suína.
Via:: R7
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