By Do R7
Netto foi indiciado por estelionato e vai responder por cada contrato não cumprido
Reprodução/ TV Record
O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) decidiu aceitar a denúncia contra o decorador Galvão Netto, suspeito de sumir e deixar no mínimo 79 noivas que estão prestes a casar sem a decoração de sua festa. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo total estimado é de 1,6 milhão para suas clientes.
Netto foi indiciado por estelionato e vai responder por cada contrato não cumprido. Para cada caso, ele pode ser condenado a até cinco anos de prisão e ainda pode responder por crime contra a ordem tributária.
A decisão de aceitar a denúncia foi do juiz da 8ª Vara Criminal de Brasília que recebeu, do Ministério Público, novos documentos que fez o juiz constatar “a existência de indícios de autoria e materialidade do crime de estelionato”.
Segundo o juiz, “foram apresentados indícios probatórios da intenção de obter vantagem ilícita”. Nos documentos apresentados, uma ex-funcionária do decorador disse que ele chegou a enganá-la, dizendo que estava hospitalizado, quando na verdade, já havia embarcado para França com o dinheiro das clientes.
Uma outra moça, que não foi identificada pela Justiça, é fornecedora de flores e disse que o decorador lhe repassou cheques de terceiros como pagamento de parte de uma dívida de R$ 300 mil, mas nenhuma deles foram compensados por falta de fundos.
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O juiz ouviu ainda depoimento das noivas que disseram que Netto Galvão as induziram mediante artifício o pagamento das decorações à vista e em dinheiro. Ele chegou a recusar cartões de crédito e, quando o pagamento era em cheque, pedia para que não fossem cruzados.
Chrisanto Lopes Galvão Netto responde ainda a outros seis processos na esfera cível, relativos a inadimplemento dos serviços contratados, além de uma execução de títulos extrajudiciais. Em quatro dos processos cíveis foi determinado bloqueio de valores que totalizam R$ 103.034,60.
Netto Galvão, referência no ramo de decoração de eventos no Brasil, fechou as portas da empresa na primeira semana de maio. Noivas e comissões de formatura que fecharam contratos com o decorador tentaram contato por duas semanas, mas não conseguiram. O ex-policial apagou seus perfis em redes sociais. O escritório, que funcionava no Sudoeste, área nobre de Brasília, foi fechado e a placa que anunciava a empresa, retirada.
Dias depois da repercussão do caso, foi divulgada uma carta em que o decorador pede desculpas aos clientes prejudicados e promete que irá devolver os valores desviados. Ele justifica que a empresa passava por problemas financeiros, o que o submeteu a uma grave depressão.
Via:: R7
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